Paraísos artificiais


Conto: Coisa de Família


Paraísos Artificiais - Paulo Henriques Britto

Créditos: Prof. Manoel Neves

Narrador: narrador protagonista, não nomeado

Personagens: narrador, vizinho, mulher, jovem, criança.

Tempo: Cronológico, mas indefinido.

Espaço: Subúrbio norte-americano

Técnicas usadas: Padrão formal e coloquialismos

Enredo:
O protagonista é um jovem que estuda no exterior que recebe o convite para passar o Natal junto com a família da cunhada. Apesar de haver retrucado que tal festa era coisa de família, acaba indo. Certa vez, o narrador ouviu um barulho vindo da casa do vizinho e, imediatamente se dirigiu para lá. Ao chegar, sente vergonha de falar o que fora fazer e sua visita é tomada como uma cortesia. Na casa da cunhada do vizinho – uma senhora grávida, sardenta, de óculos, estavam uma garotinha de aproximadamente 3 anos de idade e um jovem, mais ou menos da mesma idade do locutor.

Ao chegar àquela casa, o locutor percebe que parece que eles estavam esperando por alguém (olhavam sempre o relógio) e levanta algumas conjecturas: esperavam o marido da senhora; estaria o marido morto; a cunhada teria um caso com o vizinho; a garotinha seria filha do vizinho; o rapaz seria amante da senhora; o vizinho teria convidado o narrador apenas por inércia e agora o locutor estaria na festa como um penetra; havia um segredo terrível na família; o jovem teria arremessado um objeto contra a janela e mentiu dizendo que foi alguém da rua...

Como se pode notar, o título da história é tão artificial quanto os anteriores. Além disso, o narrador também levanta diversas hipóteses. Após tantas incompreensões, ceiam e se vão. A ceia transcorre em meio à troca de olhares e gestos furtivos, acusatórios e hipócritas, em simples cumprimento de agenda social, sem sociabilidade.


Estudo dos demais contos presentes na obra Paraísos Artificiais, de Paulo Henriques Britto.


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