Paraísos artificiais


Conto: O Companheiro de Quarto


Paraísos Artificiais - Paulo Henriques Britto

Créditos: Prof. Manoel Neves

Narrador: narrador protagonista, não nomeado

Personagens: narrador, companheiro de quarto, ex-namorada do locutor.

Tempo: Cronológico, mas indefinido. Referências lingüísticas à década de 1970.

Espaço: Urbano: apartamento

Técnicas usadas: Linguagem altamente coloquial

Enredo:
O conto problematiza o fato de haver pessoas que estão próximas fisicamente, mas distantes afetivamente. Apesar de morarem juntas, as personagens ignoram a existência um do outro. Discute-se ainda a condição social de uma juventude de problemática inserção no mundo urbano, que divide apartamento e atrasa aluguel, é carente de vida comunitária e atividades culturais, políticas e religiosas. Nota-se ao longo do conto presença de gírias da década de 70, tais como: lance, empombado, entrar numa, pintar, descolar, batata, ficar puto.

O narrador divide o apartamento com um companheiro de quarto que se revela bastante tímido: quase não conversa e dedica sua atenção a uma planta exótica. Apesar de emprestar dinheiro para o locutor quitar sua parte no aluguel, o misterioso companheiro de quarto é maltratado, agredido pelo narrador, que chega a jogar a planta do narrador janela abaixo.

O narrador recebe certo dia a visita de uma ex-namorada e fazem amor. O companheiro retorna mas o barulho do sexo continua. A jovem demonstra interesse pela planta, mas o jovem continua retraído. Tempos depois, a jovem pára de freqüentar o apartamento. Paralelamente, o companheiro de quarto do locutor começa chegar mais tarde, o que desperta suspeitas para o narrador: o rapaz estaria se encontrando com a garota. Repreende-o e diz que ela estava apenas se aproveitando dele e as agressões verbais atingem maior intensidade ao final da narrativa. Quando o companheiro de quarto acaba tendo inclusive sua sexualidade questionada pelo narrador. Para fugir das palavras agressivas, o jovem agredido vai para o banheiro, liga a torneira e a água jorra sem parar na banheira.


Estudo dos demais contos presentes na obra Paraísos Artificiais, de Paulo Henriques Britto.


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