Paraísos artificiais


Conto: O primo


Paraísos Artificiais - Paulo Henriques Britto

Créditos: Prof. Manoel Neves

Narrador: narrador de terceira pessoa que acompanha trajetória de adolescente no Rio de Janeiro.

Personagens: Ivan e Reginaldo são os protagonistas, um casal de jovens e a irmã de Reginaldo.

Tempo: Cronológico, mas indefinido. Referências culturais à década de 1970.

Espaço: Urbano.

Técnicas usadas: Linguagem coloquial.

Enredo:
Ivan é um jovem de aproximadamente 15 anos (tem um ano a mais do que os garotos que estão na oitava série) que sai do interior de Minas Gerais por ter sido expulso do colégio após confusão e vai para o Rio de Janeiro para o Colégio José de Arimatéia.

Há uma crescente expectativa em torno da figura do primo Reginaldo, mal falado da mãe, mas, no fundo, admirado por Ivan. Paira sobre a figura de Reginaldo uma aura de herói rebelde, de ruptura com os padrões morais provincianos e isso acaba por gerar uma idealização por parte do protagonista Ivan, que, após chegar atrasado e cansado à casa do primo e esperar por ele, é vítima do desdém e de uma agressiva violência moral por parte de Reginaldo.

A ida para o Rio de Janeiro representa a possibilidade de libertação para Ivan – essa liberdade aparece espelhada no comportamento do casal que ouvia um LP do Milton Nascimento. Ao final do conto, fica claro que os planos de Ivan correm perigo, pois o primo Reginaldo (carrancudo e sério) esboça um tom de autoridade paterna para Ivan (pergunta se ele está disposto a estudar mesmo) tal qual em “O comportamento de quarto”. O conto termina com inesperada atitude de agressão, pois o primo Reginaldo diz a Ivan que os alunos do terceiro ano estupravam os novatos do ginásio.

Apesar de se tratar de uma narrativa bastante desenvolvida, com personagens densas, tensão e expectativa, o narrador não dá todas as informações da história como, por exemplo, o que Ivan tem feito em Minas Gerais, ou por que Reginaldo era malvisto. A história de Ivan e Reginaldo lembra a história de Ribeiro e de Argemiro, pois nos dois contos um primo trai a confiança do outro.

Como intertextualidade pode-se apontar: cachorro se chama Kafka, e referências aos anos 70 (casal ouve LP de Milton Nascimento).


Estudo dos demais contos presentes na obra Paraísos Artificiais, de Paulo Henriques Britto.


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