Bactérias - de mocinhas a grandes vilãs

Além do lado mocinho, as bactérias também têm o lado vilão da história


Palavra do Professor


"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você!"


"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes!"

- Paulo Freire

"Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço!"

- Dave Weinbaum

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância!"

- Sócrates

"Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéia para mudar!"

- Francis Bacon

Bactérias - de mocinhas a grandes vilãs

    As bactérias são organismos de organização celular muito simples, sendo classificadas como seres procariontes, isto é, organismos com núcleo primitivo, devido à ausência do envoltório nuclear ou carioteca. De origem muito longíqua, há mais de 3,6 bilhões de anos no planeta, as bactérias estão presentes em praticamente todos os locais possíveis da ocorrência de vida. E um detalhe: em grande número.

     A sua capacidade de sofrer mutações e a grande capacidade de reprodução deixam o grupo muito à vontade no planeta. O que ninguém pode negar é que as bactérias trazem numerosos benefícios ao homem. Vários produtos usados na alimentação como iogurtes , queijos e vinagres têm bactérias envolvidas na formação.  Também não podemos nos esquecer das bactérias relacionadas com a biofixação do nitrogênio, como as do gênero Rhizobium, que vivem mutualisticamente associadas a raízes de leguminosas, como o feijão e a soja.

     Estes microscópicos organismos, com tamanho médio na casa de 1 micrômetro, também são de fundamental importância para a ciclagem da matéria no planeta; juntamente com os fungos, desempenham importante ação decompositora, impedindo que o planeta seja um amontoado de cadáveres. Isso sem falar na importância para o desenvolvimento da Engenharia Genética, da produção de medicamentos para o homem (a insulina é um bom exemplo), na produção de aminoácidos e vitaminas em nosso intestino, além de outras.

Peste Negra     Além desse lado mocinho, as bactérias também têm o lado vilão da história. Não podemos olvidar que elas já causaram muitas mortes no planeta, como a Peste Negra (causada pela bactéria Yersinia pestis) na Idade Média. Entre 1348 e 1350, aproximadamente um terço da  população européia foi dizimada; cerca de 25 milhões de pessoas. A doença atacava e matava com tamanha intensidade que o escritor italiano Boccaccio proferiu que  "as vítimas almoçavam com seus amigos e jantavam com seus ancestrais no paraíso."  Foi essa mesma doença que inspirou o escritor supracitado a escrever o livro Decamerão, um clássico da época,  sempre citado nos livros de História.

     No fim do século XIX e início do século XX, a Índia e, posteriormente, a China foi vítima da mesma doença. Na ocasião, mais de 11 milhões de pessoas sucumbiram. Podemos nos recorrer, ainda, à tuberculose que, mesmo com os avanços da medicina com a descoberta dos antibióticos na década de 20 do século passado e o desenvolvimento de uma vacina eficaz (BCG),  continua provocando a morte de milhões de pessoas todo ano no mundo.  É a prova clássica de que tamanho não é documento!  Estamos, sim, perdendo a guerra para esses “bichinhos”. E um exemplo que chocou, inclusive a comunidade médica, foi a recente morte de uma modelo de 20 anos, no Espírito Santo, na manhã do sábado 24 de janeiro de 2009. Causa do óbito: infecção generalizada (septicemia) causada por bactérias do gênero Pseudomonas e Staphylococcus, responsáveis por um quadro inicial de infecção urinária que lhe proporcionaram a amputação das mãos e dos pés antes do óbito.

     Uma das causas dessa “revolta das bactérias” é a auto medicação. Quando uma pessoa toma um determinado antibiótico por conta própria, pode estar fazendo uma seleção artificial, isto é, promovendo a morte das bactérias sensíveis e selecionando as resistentes àquele antibiótico. Em pouco tempo, temos uma grande população de bactérias resistentes!!!  É preciso, assim, abdicar dessa prática já arraigada na população e procurar apoio médico para controle dos processos inflamatórios.

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Bactérias, de mocinhas a grandes vilãs

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