Virus - prêmio nobel

Virus foi tema de Prêmio Nobel de Medicina em 2008


Palavra do Professor


"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você!"


"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes!"

- Paulo Freire

"Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço!"

- Dave Weinbaum

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância!"

- Sócrates

"Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéia para mudar!"

- Francis Bacon

Tema para o vestibular

VÍRUS: assunto freqüente em provas de vestibular, foi tema de trabalhos do Prêmio Nobel de Medicina 2008

Créditos: Evandro M. de Oliveira*
www.vestibulandoweb.com.br

     O Prêmio Nobel de Medicina de 2008 foi entregue alemão Harald zur Hausen e aos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier. O alemão foi o primeiro pesquisador a estabelecer uma relação entre vírus (HPV) e câncer de colo de útero, enquanto os franceses descobriram o HIV na década de 80.

     Os vírus são tema freqüente em provas de vestibular.

     São organismos acelulares, isto é, não possuem organização celular e não possuem metabolismo próprio – são parasitas intracelulares obrigatórios. Além disso, apresentam apenas um tipo de ácido nucléico. Assim, há vírus de DNA (ex.: HPV) e vírus de RNA (ex.: HIV). Como não possuem organização celular, são constituídos por uma cápsula de natureza protéica (denominada de capsídeo) e um miolo de material genético. Alguns apresentam um envelope externo.

     O HPV (Papilomavírus humano) é um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres. Como mais de 80 tipos, alguns deles causam apenas verrugas comuns no corpo, enquanto outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero. A contaminação pelo HPV é por relação sexual e, na maioria das vezes, não há sintomas.  Como qualquer doença cuja transmissão se dá por contato sexual, as principais medidas profiláticas são a redução do número de parceiros, o uso de preservativo nas relações sexuais e visitar periodicamente o ginecologista, fazendo os exames preventivos (o exame conhecido como Papanicolau é o mais clássico).

     O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus de RNA que precisa converter seu RNA em DNA, para reproduzir. Assim, é considerado um retrovírus e tem como característica marcante a enzima transcriptase reversa, que possibilita a produção de DNA a partir do RNA.
O HIV instala-se em células de defesa do indivíduo, principalmente os linfócitos T4. Com isso, há uma redução da resposta imunológica da pessoa, a imunossupressão. Devido à essa imunossupressão, a pessoa fica vulnerável a infecções oportunistas, como tuberculose, herpes, encefalite, meningite, dentre outras.

     O diagnóstico da AIDS pode ser feito por meio de 3 exames:
* Elisa - É o exame mais utilizado, adotado principalmente para a triagem inicial. Devido a sua alta sensibilidade, pode apresentar resultados falso-positivos e por isso precisa ser confirmado com outra técnica. A maioria dos laboratórios já realiza esta confirmação automaticamente.
* Imuno-Fluorescência - É um exame confirmatório e deve ser realizado após um resultado Elisa positivo.
* Western-Blot - É também confirmatório, um pouco mais preciso que o de Imuno-Fluorescência, pois identifica componentes específicos do vírus. É o mais amplamente adotado para confirmar um resultado positivo de Elisa.

     Mas atenção: Há um período de 3 semanas a no máximo 6 meses logo após a exposição ao HIV, em que o resultado do teste pode não ser positivo, mesmo que o vírus esteja presente. Este é o tempo que o organismo leva para produzir os anticorpos para o HIV, que são detectados com os três exames de rotina descritos acima. Esse período é a chamada janela imunológica.

     Como medidas profiláticas para a AIDS, podemos citar:

- Uso de preservativo nas relações sexuais;
- Uso de seringas descartáveis;
- Evitar uso comum de objetos perfurantes ou cortantes sem, pelo menos, promover uma esterilização;
- Inspeção de sangue em casos de transfusão;
- Mulheres soropositivas que desejam engravidar devem procurar orientação médica, pois, há como reduzir o risco de contaminação do bebê;
- Parturientes devem evitar a amamentação no peito.

     Confira questões sobre Vírus e Biologia Celular em nosso Banco de Questões.

*Evandro M. de Oliveira é Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas pela UFV-MG, e Pós-Graduado em Biologia pela UFLA-MG. Professor do Ensino Médio e Pré-Vestibulares desde 1988.

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