Resumos de Livros»
O Coração Roubado, de Marcos Rey. |
01)Observe o quadro abaixo:
(Fonte: MOREIRA, J. C.; DE SENE, E. Geografia para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2002. Adaptado.)
Com base na análise do quadro e nos conhecimentos sobre a temática, faça o que se pede:
a) Cite o tipo de transporte predominante nos países ricos acima representados e explique uma vantagem desta opção.
b) Explique o que levou o Brasil a optar pelo transporte rodoviário.
Resolução:
a) Transporte Ferroviário. O candidato poderia ter colocado e explicado uma das seguintes vantagens: o custo do transporte é menor; a capacidade de carga é maior; o gasto de combustível é menor; é mais seguro que o transporte rodoviário; é ideal para o transporte a longas distâncias; é menos poluente.
b) A resposta deveria contemplar o seguinte raciocínio: os grandes conglomerados internacionais, formados pelas empresas automobilísticas e petroquímicas e os agentes financeiros internacionais “pressionaram“ o governo brasileiro a adotar políticas para a construção de uma infra-estrutura de transporte rodoviário, atendendo aos seus interesses.
02) Recentemente, foram vinculadas na imprensa notícias sobre a “Caravana
da Fome”, proposta pelo Governo Federal. A Caravana iniciou sua visita
pelo nordeste do país, região com os piores índices de Desenvolvimento
Humano (IDH). O objetivo era, entre outros, levar o ministério a ter contato
direto com a realidade pobre brasileira e lançar a Campanha "Fome Zero".
Para o senso comum a pobreza e os baixos Índices de Desenvolvimento Humano no Nordeste brasileiro são oriundos do fenômeno da seca. Porém, o professor e geógrafo nordestino Manuel Correa de Andrade afirma que tais problemas são derivados “da Cerca e não da Seca”.
Com base nos conhecimentos sobre a realidade do Nordeste brasileiro, responda:
Por que o problema do Nordeste brasileiro é a “Cerca e não a Seca”?
Resolução:
A questão se refere à explicação do fenômeno da seca, pela opinião pública em geral, devidamente, instrumentalizada pelos grandes proprietários rurais e pelos meios de comunicação, como um fenômeno basicamente climático-ambiental. Entretanto, como argumenta Manuel Correa de Andrade, o problema da seca não se reduz a sua dimensão ambiental, mas, na verdade, é um dos reflexos da estrutura fundiária brasileira, construída historicamente com base na desigualdade do acesso a terras produtivas e na permanência secular do latifúndio.
03) Observe o gráfico a seguir:
(Fonte: MARTINELLI, Marcello. Gráficos e mapas: construa-os você mesmo. São Paulo: Moderna, 1998. p. 75.)
Baseado na leitura do gráfico e nos conhecimentos sobre clima, faça o que se pede:
a) Identifique o tipo climático representado.
b) Cite duas características deste tipo climático.
Resolução:
a) Clima tropical
b) Verão úmido e quente, inverno seco com temperaturas mais amenas, maiores temperaturas nos meses de verão.
04)Os diferentes meios de comunicação (rádio, televisão, internet, telefone)
possibilitaram um aumento nos fluxos de informações no Brasil,
integrando regiões que anteriormente eram quase isoladas. Com base
nesta afirmativa, responda:
a) Qual a região brasileira que apresenta a rede de meios de comunicação mais densa?
b) Aponte dois motivos que justificam a maior densidade dos fluxos de informações nesta região. Explique cada um deles.
Resolução:
a) Sudeste ou Centro-Sul.
b) Os maiores investimentos do Estado na instalação de redes de comunicação, transporte e energia nesta região estão relacionados ao seu papel histórico de produtora, fornecedora e consumidora de bens, mercadorias, informações e ordens. Dessa forma, o elevado contingente populacional que consome mercadorias, associado à concentração de diferentes ramos de empresas, notadamente aquelas ligadas ao sistema financeiro e ao de informações, justifica a maior intensidade de fluxos de informação nesta região em função da necessidade de articulação dos mercados interno e externo.
05)Leia o quadro abaixo, que apresenta a nova dinâmica do setor industrial
no estado de São Paulo.
(Fonte: LENCIONI, Sandra. Novos Rumos e Tendências da urbanização e a industrialização no estado de São Paulo. In: LIMONAD, Ester; HAESBAERT, Rogério; MOREIRA, Ruy. (Org.) Brasil Século XXI: Por uma nova regionalização? Rio de Janeiro: Max Limonad, 2004. Adaptado.)
De acordo com o quadro e com as informações necessárias a sua leitura,
faça o que se pede:
a) Aponte duas desvantagens para a instalação de novas indústrias na Região Metropolitana de São Paulo.
b) Explique duas razões do deslocamento das indústrias para o interior de São Paulo a partir da década de 70.
Resolução:
a) O candidato deveria relacionar duas das seguintes desvantagens: custo dos imóveis, impostos elevados, aumento da poluição, dificuldades na circulação/transportes e sindicatos fortes.
b) O candidato poderia escolher duas razões a seguir, explicando como
elas interferem no deslocamento das indústrias para o interior de São
Paulo: a) incentivos (fiscais, financeiros e de infra-estrutura); b) mão-deobra
mais barata; c) facilidade de acesso ao mercado consumidor da
região metropolitana de São Paulo e das vias de circulação
(transportes) podendo distribuir os produtos para todo o país; d) mãode-obra pouco sindicalizada.
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