| - GABARITO - UFMG DISCURSIVA - HISTÓRIA 2001 - |
Questão 01:
1.1) * Manutenção de balanças comerciais favoráveis
* Defendiam o estabelecimento de monopólios
* Defendiam a expansão dos sistemas coloniais.
1.2) Os objetivos do mercantilismo eram, em primeiro lugar, enriquecer o Estado
e aumentar o poder do soberano, de modo que a máquina estatal consolidasse seu
aparato. Paralelamente, almejava-se, ainda, outra meta, que era,
simultaneamente, um desdobramento e uma condição prévia para o sucesso da
primeira: enriquecer o reino e os súditos, pelo estímulo e proteção às
atividades econômicas na área sob domínio do soberano.
1.3) Os liberais consideravam - e ainda continuam pensando assim- que a
presença do Estado na economia geraria ineficiência, desperdício e atraso.
Eles criticavam as barreiras alfandegárias, os monopólios e as preocupações
metalistas, partindo do entendimento de que tais pilares da doutrina
mercantilista implicavam a adoção de políticas equivocadas.
Os liberais defendiam o laissez faire,a liberdade econômica e as
virtudes da concorrência, acreditando que tais postulados estimulariam a
expansão da produção e do comércio e, portanto, levariam ao enriquecimento
dos agentes econômicos envolvidos.
Questão 02:
2.1) No período colonial, houve um grande debate sobre os indígenas
encontrados no Novo Mundo. Os europeus julgavam, de maneira geral, que esses
índios não eram seres humanos "normais". Estes eram considerados
equivalentes aos animais irracionais ou como uma "outra humanidade".
Segundo a afirmativa, até hoje, nos sertões do norte do Brasil, os indígenas
não são considerados "filhos de Deus" nem humanos iguais aos
"civilizados" - são nivelados aos animais, sem religião, sem
direitos civis ou sociais.
2.2)
* No período colonial, os indígenas eram capturados para serem escravizados ou
vendidos como mão-de-obra escrava. Hoje, o interesse não é mais a
escravização dos indígenas, mas a invasão e a exploração de suas terras.
* Os "civilizados" invadem as terras indígenas para explorar
minérios, madeira, etc, ou para derrubar a mata com o objetivo de implementar a
pecuária e/ou a agricultura.
Questão 03:
3.1) Tratado de Methuen.
3.2) Este tratado garantia o mercado inglês para os vinhos portugueses em troca
da importação de tecidos. Esse tratado permitiu, também, que os ingleses
instalassem suas casas comerciais em Lisboa e no Porto e que suas mercadorias
tivessem tratamento tarifário privilegiado.
3.3)Os déficits crescentes da balança comercial portuguesa, em razão do alto
valor agregado aos tecidos manufaturados ingleses em comparação com a
produção agrícola dos vinhos lusitanos, foram cobertos pelo ouro que se
extraía da Colônia brasileira. Portugal perdeu com o Tratado de Methuen e, em
decorrência dele, a importância do Brasil no Império Português tornou-se
cada vez mais patente. Todo o volume de ouro que escoou para a Inglaterra foi
utilizado para assalariar a massa de expropriados, gerada pelos Enclosure Acts, e contribuiu, de forma significativa, para o processo de
proletarização em curso neste País.
Questão 04:
4.1) Com a iminente invasão das tropas francesas, a Corte portuguesa optou por
dirigir-se à sua principal Colônia, mudando a sede da monarquia e redefinindo
as relações de poder no interior do Império Luso-brasileiro.
4.2)
* Modernização econômica e criação do Banco do Brasil;
* Crescimento e diversificação do mercado interno.
* Abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional, entre outras.
4.3) O contexto da vinda da família real portuguesa resultou no questionamento
e na redefinição das relações políticas e econômicas que, até, então,
conseguiram articular de maneira relativamente harmônica os principais agentes
econômicos em Portugal e no Brasil. A volta da família real para Portugal
colocou novamente em evidência os conflitos de interesses que já despontavam
no último quartel do século XVIII e que, finalmente, resultaram na percepção
de que não era mais possível harmonizar interesses comerciais e financiar de
empreendedores sediados em Portugal e no Brasil.
Questão
05:
5.1) O texto,em sua primeira parte, refere-se à urbanização e à
modernização que se processaram ao longo da década de 20 do século XX, no
Brasil. Em sua segunda parte, faz referência a questões políticas desse
contexto: as greves do operariado que eclodiram ao longo de todos os anos 20 do
século XX, as ideologias que guiavam a ação política do movimento
operário-sindical, o tenentismo - mais especificamente a Coluna Prestes - e a
Semana de Arte Moderna.
5.2)
Esse trecho refere-se às novas correntes políticas que passam a concorrer com
o anarquismo hegemônico, até o início da década de 20 do século XX. Em
1922, foi fundado o Partido Comunista Brasileiro que, gradativamente, passou a
ocupar um espaço significativo no movimento operário-sindical no País.
Questão 06:
6.1- Formulação do Plano Marshall, por George C. Marshall.
6.2- Esse plano consolidou a hegemonia norte-americana. Os EUA ofereceram
auxílio financeiro e técnico para a reconstrução dos países cujas economias
haviam sido abaladas pela Segunda Grande Guerra, inclusive as ex-inimigas
Alemanha e Itália. O objetivo desse auxílio era evitar que esses países
resistissem a eventuais ofensivas soviéticas, e aceitassem a hegemonia
política e econômica dos EUA.
6.3-
a) Conselho de Assistência Econômica Mútua (COMECON).
b) Esse Conselho visava a integração econômica do bloco socialista, mas teve
atuação limitada à Europa Oriental. Mais tarde, sua ação ampliou-se com a
entrada de países não europeus, como a Mongólia, e passou a prestar efetiva
assistência técnica e financeira por meio da elaboração de um conjunto de
planos.
6.4)
a) * O bloco capitalista organizou, em 1949, uma aliança militar, a
Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN.
* O bloco socialista estabeleceu uma aliança militar entre os
países socialistas da Europa - o Tratado de Amizade, Cooperação e
Assistência Mútua, conhecido como Pacto de Varsóvia.
b) Tais organizações visavam a defender os aliados de uma ofensiva do bloco
inimigo. Assim sendo, a OTAN, complementação militar do Plano Marshall,
objetivava proteger a Europa Ocidental da ameaça comunista e o Pacto de
Varsóvia, evitar os avanços do bloco capitalista na Europa socialista, além
de manter a Europa Oriental sob a influência da URSS.
Questão 07:
7.1- A charge refere-se a uma crítica à principal reforma social prometida
pelo Governo João Goulart e que despertou as polêmicas mais acirradas: reforma
agrária.
7.2- Para os conservadores, as reformas sociais defendidas por Goulart trariam
desgraça e infelicidade ao Brasil. Segundo alguns críticos, a reforma agrária
produziria fome e miséria (visualizadas na charge).
Para os conservadores, a inspiração de João Goulart vinha do modelo comunista
e a agricultura soviética era "esquelética", em comparação com a
dos EUA e Canadá, "gordas" e "saudáveis".
Questão 08:
8.1- Neoliberalismo; fim da Guerra Fria; globalização, entre outros.
8.2-
Fim da Guerra Fria --> O reformismo de Mikhail Gorbatchev
passava por uma ênfase em negociar a distensão leste-oeste, o que implicava a
redução da corrida armamentista. Negociações visando ao desarmamento estavam
avançando quando desmoronou a URSS, colocando "fora de combate" um
dos contendores da Guerra Fria.
Globalização --> Tendência à aproximação entre os
povos e os Estados, nos aspectos econômicos, culturais ou sociais, de uma forma
que transcende os limites dos tradicionais Estados-Nação. Naturalmente, tal
processo não ocorre sem tensões e disputas; tampouco se pode dizer que seu fim
inexorável seria a supressão das velhas formas estatais. Não há, porém,
como negar a aceleração de um fenômeno que, num certo sentido, começou a
expansão européia no início da era moderna.