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N ã o T r o p e c e n a L í n g u a - M. T. Piacentini VÍRGULAS COM NOMES DE PESSOAS Os nomes próprios de
pessoas podem ou não ser separados por vírgulas – e disso entendem os
jornais e revistas, que falam não só de chiques e famosos mas de políticos
e de outros simples mortais. Também o advogado, em seu trabalho, cita
muitos nomes próprios. E aí a vírgula pode contribuir para aclarar uma
situação, ou pelo menos dar uma informação correta. É o caso, por
exemplo, de filhos ou funcionários envolvidos numa questão. Se
determinada empresa tem vários funcionários e foi um deles que, digamos,
abalroou o veículo X, a frase será assim: Se tal réu tivesse apenas um
empregado, o nome deste iria entre vírgulas: Neste último caso, o nome se torna um aposto explicativo (o qual equivale a uma oração adjetiva explicativa sem o ‘que é’), o que justifica sua separação por vírgulas. Sendo assim, sempre que se
referir a pessoa que tiver um cargo único e especificado na frase,
como presidente da República, do Senado, da Câmara Federal, de um
partido político, de uma empresa etc., ou governador de um Estado,
faça a separação do nome por vírgulas – uma ou duas, conforme sua
posição na frase. Também é o caso de pai e mãe, que
temos um só, e de marido e mulher (podemos ter tido mais de
um, mas aí já é "ex"): Mas quando se referir a um
entre vários da mesma categoria – como ex-governador, ex-esposa,
diretor de empresa (normalmente há mais de um diretor), professor
de escola, habitante, ator, candidato etc. – não faça o
destaque do nome entre vírgulas: No caso de irmãos e
filhos, depende. Filho único vai entre vírgulas. Havendo
mais de um filho ou filha, as vírgulas não devem ser usadas: No caso de nomes
estrangeiros ou desconhecidos, ou quando ocorrer uma repetição de nomes
(Paulo Paulo), inverta a ordem dos termos. Em vez de: * O líder da Frente
Revolucionária Unida Foday Sankoh recebeu treinamento militar na Líbia /
O ex-governador de São Paulo Paulo Maluf é candidato a prefeito,
escreva: *Maria Tereza de Queiroz Piacentini, autora dos livros "Só Vírgula" e "Só Palavras Compostas", é diretora do Instituto Euclides da Cunha, www.linguabrasil.com.br |