O leitor S.A.M.G., de João Pessoa – PB, anota que é uma agressão à nossa língua "dizer agente de polícia civil ao invés de agente da polícia civil, pois se perguntarmos ao agente onde ele trabalha certamente ouviremos como resposta na Polícia, e não em Polícia".
Não creio que seja bem assim. Vejamos por que digo isso.
A rigor, uma vez que se qualifique ou determine um segundo substantivo, deveria se determinar o antecedente usando da e não de. Por exemplo: ele é chefe de gabinete. Se o gabinete é da Presidência, se diria, como conseqüência: ele é o chefe do gabinete da Presidência. Mas também é lícito dizer "chefe de gabinete da Presidência" quando se quer ou se precisa manter a unidade da expressão chefe de gabinete. Isto é: ele é chefe de gabinete