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Machado de Assis


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Centenário de Machado de Assis

     Completou neste dia 29 de setembro o centenário da morte de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908): romancista, contista, poeta e teatrólogo brasileiro, além de ter sido o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, da qual foi um dos fundadores.

     Tamanha é a importância literária deste escritor que a Vestibulando Web traz algumas informações sobre Machado de Assis, carta marcada nos principais vestibulares do país. As universidades costumam cobrar as principais características de Machado, como a mudança de opinião por parte do narrador ao longo da história, as mulheres dissimuladas, a profundidade psicológica e a crítica implícita à natureza humana (sempre dando prioridade ao interesse individual).

     Além de todos os eventos que vem sendo realizados em comemoração ao centenário, chamou atenção um artigo publicado no "The New York Times" sobre Machado de Assis, que foi recentemente 'descoberto' no mundo dos falantes da língua inglesa. O escritor está tendo - postumamente como bem convém ao autor de Memórias Póstumas -, depois de 100 anos, o reconhecimento que não lhe foi dado em vida. O artigo traduzido encontra-se aqui disponível.

     De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e se tornou um dos maiores intelectuais do país, ainda muito jovem. Autodidata que era, aprendeu francês, inglês e alemão, chegando inclusive a traduzir alguns poemas.

     A primeira fase de sua carreira é marcada por obras de caráter romântico, dentre as quais podemos destacar Ressurreição, A Mão e a Luva, e Helena. Em 1881, abandona, definitivamente, o romantismo da primeira fase de sua obra e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, que marca o início do realismo no Brasil. O livro, extremamente ousado, é escrito por um defunto e começa com uma dedicatória inusitada: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas". Tanto Memórias Póstumas de Brás Cubas como as demais obras de sua segunda fase vão muito além dos limites do realismo, apesar de serem normalmente classificados nessa escola. Machado, como todos os autores do gênero, escapa aos limites de todas as escolas, criando uma obra única.

     Na segunda fase suas obras tinham caráter realista, tendo como características: a introspecção, o humor e o pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. Da segunda fase, destacam as obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó, Memorial de Aires, além das coletâneas de contos Papéis Avulsos, Várias Histórias, Páginas Recolhidas, Relíquias da Casa Velha.

 

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