Escócia aprova educação LGBTI

Atualizada em: 10/11/2018

A decisão determina que as escolas públicas ensinem sobre a história das igualdades e dos movimentos LGBTI para combater a homofobia

A A Escócia aprovou nesta sexta-feira, dia 09 de novembro, a incorporação do ensino dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais no currículo escolar.

Os ministros escoceses aceitaram, na íntegra, as recomendações de um grupo de trabalho liderado pela campanha "Time for Inclusive Education" (TIE, sigla que, em tradução livre, significa "Tempo para Educação Inclusiva"). Com isso, as escolas públicas serão obrigadas a ensinar os alunos sobre a história das igualdades e dos movimentos LGBTI, bem como combater a homofobia e a transfobia e explorar a identidade dessa fatia da população.

Dessa forma, tem-se um momento histórico para o país. A implementação da educação inclusiva LGBTI em todas as escolas do Estado é pioneira. Em um momento de incerteza global, em que o tema é discutido até mesmo por autoridades de diferentes nações, a decisão transmite uma mensagem de valorização dos jovens LGBTI.

Em 2016, quatro dos seis líderes partidários da Escócia se identificavam como lésbica, gay ou bissexual. Foto: Istock

De acordo com dados obtido de um estudo encomendado pela TIE, nove em cada dez escoceses que são membros da comunidade LGBTI sofreram homofobia na escola, e 27% relataram ter tentado suicídio após serem vítimas de bullying. Além disso, observou-se que havia pouca compreensão dentro das escolas sobre o preconceito contra pessoas com variações de orientação sexual e de gênero e corpos intersexuais.

A Escócia tem sido, de fato, regularmente classificada como um dos melhores países da Europa em relação às proteções legais para pessoas LGBTI, apesar de ter descriminalizado a homossexualidade somente em 1980, 13 anos depois da Inglaterra e do País de Gales. Em 2016, a ex-líder trabalhista escocesa Kezia Dugdale descreveu o país como tendo “o parlamento mais gay do mundo”: na época, quatro dos seis líderes partidários da Escócia se identificavam como lésbica, gay ou bissexual.

Com informações do Portal OGlobo.

Comentários