Auxílio Brasil: Novo valor do Bolsa Família pode chegar a R$ 1000 reais

Logo depois que o presidente Jair Bolsonaro confirmou o nome do programa que vai substituir o Bolsa Família, as teorias sobre o novo projeto voltaram a circular com força na imprensa. Acontece que já fazia algum tempo que nenhuma informação sobre um novo programa social do Governo Federal era objeto de alguma declaração pública do atual chefe do Poder Executivo.

De acordo com o presidente Bolsonaro, o nome do programa vai ser Auxílio Brasil e o seu valor será de 50% maior do que o benefício do Bolsa Família, o que elevaria o valor médio do benefício de R$ 192 reais para R$ 280 reais por família. Um aumento significativo, mas que só foi citado na declaração do presidente, e não por outros integrantes do governo.

Apesar disso, há quem, dentro do Governo, também tenha se sentido confortável para falar mais sobre o novo projeto. É o caso do atual ministro da Cidadania, João Roma, que é do Partido Republicanos.

Em recente entrevista para a revista Veja, o ministro João Roma abordou o assunto do novo Bolsa Família e fez uma série de considerações sobre o tema, inclusive sobre qual vai ser o seu valor. E de acordo com ele, o valor do novo Bolsa Família pode chegar a R$ 1000 reais. Porém, essa situação excepcional somente seria possível a partir de uma espécie de combinação de diferentes benefícios em um. Uma dinâmica que pode vir a ser colocada em prática no Auxílio Brasil.

Na verdade, a proposta do Governo Federal é a de criar um programa de trilhas. E é justamente esse sistema de trilhas que poderia aumentar o benefício do Bolsa Família para R$ 1000 reais, a depender de uma combinação de situações em um mesmo grupo familiar.

Auxílio Brasil: Novo valor pode chegar a parcelas de R$ 1000 reais

A discussão em torno de um programa de trilhas para incrementar o alcance do Bolsa Família já existe desde o mês de dezembro de 2020, e este debate inclui a possibilidade de inclusão de um novo programa de microcrédito para os brasileiros que fazem parte do programa.

Porém, ao mesmo tempo, ainda é bastante incerto dizer como o benefício do Bolsa Família/Auxílio Brasil poderia vir a chegar a esse valor de R$ 1000 reais, assim como ainda não há explicações fundamentadas sobre como iria ocorrer a compensação deste crédito que seria oferecido de forma direta para os beneficiários do programa.

De acordo com o ministro João Roma, o programa de trilhas que agruparia diversos direitos de recebimento dos benefícios em um único pagamento ainda está em discussão no Palácio do Planalto. E embora o ministro não tenha confirmado qual é a questão que está sendo mais discutida, é correto supor que os espaços orçamentários estão no centro desse debate. Afinal, o orçamento é, com toda a certeza, o maior obstáculo que o Governo enfrenta desde o início do mandato para lançar um novo programa para substituir o Bolsa Família.

Apesar do assunto seguir em discussão, o ministro João Roma confirmou, durante a sua entrevista para a revista Veja, que o programa de trilhas do Auxílio Brasil seria como a “porta de saída” para o beneficiário “ascender na vida”.

A fala do ministro João Roma é importante de ser destacada especialmente por que, ao longo dos anos, os grupos políticos de oposição ao benefício do Bolsa Família alimentaram este argumento de que o benefício, na verdade, limita o cidadão em vez de incentivá-lo a buscar por melhores condições de vida. E de acordo com o ministro João Roma, o aumento no valor do benefício seria uma solução para que o beneficiário então possa buscar pelo seu próprio crescimento pessoal.

Nas palavras do ministro João Roma (Cidadania): “As trilhas que nós estamos pensando incluem o Governo ampliar a compra da produção agrícola de famílias, concessão de crédito consignado para a população que está em situação de vulnerabilidade social e criar mecanismos para garantir o benefício até os 21 anos para aqueles que estão frequentando a escola regularmente. E dependendo da combinação de situações, uma pessoa pode chegar a receber um valor de até R$ 1000 reais por mês. Um valor que é quatro vezes o valor do tíquete médio do auxílio emergencial”.

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