Auxílio Emergencial: Governo pretende pagar 4 parcelas de R$250

Desde que o fim do Auxílio Emergencial foi anunciado para o mês de janeiro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro deu diversas declarações defendendo que não há espaço algum nos cofres públicos da União para aprovar uma Prorrogação do Auxílio Emergencial neste ano. Mas com a popularidade do governo em queda desde que os pagamentos do benefício emergencial foram encerrados, é fato que o Governo precisou tomar uma decisão. E a decisão foi a de agir em favor de prorrogar o Auxílio Emergencial.

Diante do cenário em que a queda na popularidade do governo é mais do que evidente, uma situação que as pesquisas mais recentes puderam comprovar de forma clara, o Governo Federal começou a agir, em conjunto com o Congresso Nacional, para que novas parcelas do Auxílio Emergencial possam começar a ser pagas já a partir deste mês de março de 2021. Porém, o texto da chamada PEC Emergencial ainda segue em tramitação no Congresso e pode não ser aprovada tão rápido.

O motivo pelo qual a prorrogação de um Novo Auxílio Emergencial pode não ser aprovada de forma tão rápida quanto o Governo gostaria e a população espera é o fato de que o texto da PEC inclui uma série de outras questões que vão além de prorrogar o benefício ou não. E diante do montante de tópicos que o texto sugere, pode não existir uma aceitação tão fácil por parte do parlamento.

Outra questão que pode travar a aprovação imediata do texto está no valor que se pretende pagar por cada uma das novas parcelas do auxílio. Enquanto o Governo defende um total de 4 novas parcelas de 250 reais cada uma, uma boa parte do Congresso defende o valor original do benefício, de 600 reais cada uma.

De qualquer forma, o fato é que, a partir da prorrogação do Auxílio Emergencial, o Governo espera ver a sua popularidade voltar a crescer. E de fato, isso pode acontecer, mas manter tal popularidade pode não ser tão fácil quanto a equipe econômica imagina, uma vez que existem outras questões que devem ser consideradas nessa complexa equação.

Auxílio Emergencial e a Popularidade do Governo

A Prorrogação do Auxílio Emergencial em 2021, ainda que com parcelas de valor menor, pode interferir de forma positiva na popularidade do presidente, revertendo a queda que se presencia atualmente, mas nada indica que um bom nível de popularidade pode se manter somente com os novos pagamentos do benefício. Em outras palavras, pode não ser o suficiente e é preciso mais. Torna-se necessário que o Governo amenize essa situação com a criação de soluções alternativas para o enfrentamento da pandemia e com investimentos concretos no Plano de Vacinação. Caso contrário, a relação entre Auxílio Emergencial e popularidade do governo pode se tornar ainda mais frágil.

Em resumo, a retomada da economia não se sustenta somente com um acréscimo na quantidade de parcelas do Auxílio Emergencial. Afinal, de uma forma ou de outra, o auxílio é um benefício temporário que foi criado para ser utilizado em uma situação emergencial muito específica. O que virá depois disso, como a economia vai se sustentar, são questões mais importantes e que farão uma diferença mais evidente na opinião popular sobre o atual governo.

Portanto, temos que a popularidade do Governo Federal depende principalmente das seguintes medidas econômicas:

  • Continuidade dos pagamentos do Auxílio Emergencial, seja qual for o valor aprovado
  • Novas soluções para o enfrentamento da pandemia, bem como novos investimentos
  • Aceleração na aplicação de vacinas, assim como maiores investimentos no Plano de Vacinação
  • Oferecimento de perspectivas para a retomada da economia a curto prazo

Obviamente, outras questões precisam ser levadas em conta para que a popularidade do Governo se mantenha em um nível aceitável, mas no atual cenário, o foco voltado para os contextos que foram citados anteriormente já levaria a aprovação popular para um passo mais adiante.

Afinal, embora a popularidade do governo tenha sofrido a sua evidente queda com o fim dos pagamentos do Auxílio Emergencial, é fato que a insatisfação popular não diz respeito somente ao recebimento do benefício, mas também está diretamente relacionada com a condução do governo diante da crise sanitária que se faz presente. E infelizmente, o pagamento de novas parcelas do Auxílio Emergencial não é capaz de resolver todos os problemas de Saúde Pública que se fazem presentes no país.

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