Auxílio Emergencial será prorrogado em 2021?


Com o fim próximo do Auxílio Emergencial, do total de 66 milhões de brasileiros que o receberam neste ano de 2020, aproximadamente 25 milhões deles devem embarcar na linha da pobreza extrema. Ou seja, em uma situação muito grave de vulnerabilidade econômica que vai ser difícil de ser revertida a curto prazo. Ao menos, enquanto durar a pandemia do novo coronavírus no Brasil, as perspectivas econômicas não são nem um pouco favoráveis para os trabalhadores brasileiros.

Uma pesquisa recente que foi realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI revelou que a maior parte das pessoas usou o dinheiro do Auxílio Emergencial que receberam para comprar comida. Ou seja, a alimentação foi o principal destino dado pela maioria dos brasileiros quando receberam o auxílio emergencial em suas respectivas contas. Dessa forma e em outras palavras, essa situação evidenciada pela pesquisa mostra que, com o fim dos pagamentos do Auxílio Emergencial e a segunda onda de Covid 19 ainda em curso no país, milhões de brasileiros vão ficar sem ter o que comer em casa.

Ainda de acordo com a pesquisa da CNI, mais da metade dos brasileiros que foram entrevistados – 52% da amostra – receberam, ao menos, uma das parcelas do Auxílio Emergencial pago pelo governo desde o mês de abril de 2020. E desse total de beneficiários entrevistados pela pesquisa, 49% deles informaram que o uso mais frequente que fizeram do dinheiro do auxílio foi destinado para a compra de alimentos, roupas e produtos diversos de higiene e limpeza. Ou seja, o orçamento doméstico comum esteve presente no recebimento do Auxílio Emergencial, sem qualquer tipo de dúvida.

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Esta pesquisa recebeu o nome de Retratos da Sociedade Brasileira. E ela foi realizada a partir de 2 mil entrevistas que foram feitas pelo Ibope Inteligência em um total de 127 municípios brasileiros no período de tempo que está compreendido entre os dias 17 e 20 de setembro de 2020.

Rio de Janeiro (RJ) – Situação na capital carioca pode ser ainda mais complicada do que indicam os números nacionais

Em todo o estado do Rio de Janeiro (RJ), mais de 5 milhões de brasileiros receberam o Auxílio Emergencial do Governo Federal durante a pandemia do novo coronavírus em 2020. E esse é um número que é equivalente a 32% da população do estado do Rio. Somente na capital carioca, mais de 2 milhões de pessoas receberam o valor do benefício, o que totaliza cerca de 30% da população da metrópole. Ao menos, são esses os números que indicam uma pesquisa que foi realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a ALERJ.

Em outras palavras, isso significa que, com o fim do Auxílio Emergencial, mais de 5 milhões de pessoas residentes do estado do Rio devem entrar para a linha da pobreza extrema. Pois com o novo coronavírus ainda circulando em uma segunda onda de contágio, as escolas seguem fechadas e, com isso, muitos pais não tem onde deixarem os seus filhos.

Para piorar ainda mais a situação da economia, muitos trabalhadores foram dispensados dos seus empregos e milhões de pequenos negócios tiveram que ser fechados. Além disso, o comércio se viu obrigado a reduzir a sua atividade econômica e muitos trabalhadores autônomos e ambulantes ficaram sem trabalho.

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Com isso, o desemprego deve aumentar e se fazer ainda mais presente. E sem a perspectiva de uma retomada da economia a curto prazo, o cenário não revela um contexto muito otimista para que essa situação seja revertida a favor dos trabalhadores. Pelo menos, não tão rápido.

Prorrogação do Auxílio Emergencial em 2021

O apelo popular para que o Auxílio Emergencial seja prorrogado tem crescido cada vez mais, principalmente por conta da segunda onda de contágio pelo novo coronavírus. Mas apesar disso, o governo não tem sinalizado nenhum movimento no sentido de uma prorrogação do benefício.

Na contramão da vontade popular e da vulnerabilidade econômica de muitas famílias brasileiras, o governo não tem pretensões de colocar na pauta uma extensão do Auxílio Emergencial.

De acordo com o presidente Bolsonaro, o risco de endividamento do país já está no limite, o que acaba por impossibilitar o pagamento de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 2021.

Portanto, resta à população o ônus de enfrentar uma crise sanitária e econômica nos mesmos moldes de 2020, mas com um agravante a mais, que é a falta do auxílio emergencial e de medidas econômicas urgentes, que só poderiam ser aprovadas caso o decreto do estado de calamidade pública fosse também prorrogado.

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