Auxílio Emergencial: veja a última parcela do benefício


A Caixa Econômica Federal – CEF paga nesta terça-feira, dia 29 de dezembro de 2020, a última parcela do Auxílio Emergencial para mais de 3 milhões de brasileiros que se inscreveram e foram então aprovados para receber o benefício. Ao todo, foram 9 parcelas pagas em várias datas de 2020. E embora nem todos os beneficiários tenham recebido as nove parcelas, o montante de dinheiro que foi gasto especificamente com este benefício já faz dele a maior medida econômica tomada pelo Governo Federal no sentido de enfrentar a crise que foi gerada pela pandemia do novo coronavírus desde o começo do ano.

Com isso, a Caixa encerra o calendário de pagamentos do programa emergencial que foi lançado no mês de abril deste ano. O objetivo do programa foi o de apoiar os trabalhadores autônomos e os brasileiros desempregados que tiveram a sua renda afetada pela pandemia. Ao todo, estima-se que o Auxílio Emergencial chegou a ajudar, de forma direta ou indireta, um número de aproximadamente 70 milhões de brasileiros.

E agora, o último ciclo de pagamentos do Auxílio Emergencial está chegando ao fim e, até o presente momento, não há previsão alguma de que um novo auxílio desse modelo pode surgir no ano que vem, em 2021. Ao mesmo tempo, também não existem indicações oficiais de que um novo programa social possa ser colocado em prática pelo governo, seja para substituir o atual Bolsa Família ou para amparar os brasileiros que ficarão órfãos do Auxílio Emergencial. E como não há nenhum movimento do Planalto nesse sentido, é certo que a vulnerabilidade econômica de algumas famílias deve voltar a se fazer presente no cenário econômico do país.

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Auxílio Emergencial

De acordo com informações do Ministério da Cidadania, no ano de 2021, só vão ser efetuados os pagamentos que são resultantes das contestações administrativas e extrajudiciais, assim como aqueles que resultaram de decisões judiciais que foram tomadas no prazo que lhe é devido.

Paralelamente, alguns parlamentares seguem fazendo a defesa da prorrogação do Auxílio Emergencial por, pelo menos, mais 3 (três) meses de 2021. Ou seja, ao menos até março do ano que vem. Isso só poderia ser feito caso o parlamento conseguisse ampliar o período do decreto do estado de calamidade pública no país, que termina agora, no último dia do ano, em 31 de dezembro de 2020.

Apesar do movimento parlamentar estar empenhado no esforço de defender que o Auxílio Emergencial deve ser prorrogado para o próximo ano, o ministro da economia, Paulo Guedes, embora já tenha afirmado no mês de novembro que uma segunda onda do novo coronavírus poderia motivar a prorrogação automática do benefício emergencial, foi claro em afirmar que os pagamentos do auxílio terminam mesmo em 2020, não dando margem para uma possível prorrogação.

Último lote de pagamentos

Nesta terça-feira, dia 29 de dezembro de 2020, recebem a última parcela do Auxílio Emergencial os trabalhadores que nasceram no mês de dezembro e que não fazem parte do Bolsa Família, uma vez que os beneficiários do programa social já receberam a parcela em um calendário anterior a esse.

Os números do último dia de pagamentos do Auxílio Emergencial são os seguintes:

  • 3,2 milhões de brasileiros vão receber 1 parcela de 300 reais do Auxílio Emergencial nesta data
  • 50,5 mil brasileiros vão receber 1 parcela de 600 reais, referente a alguma das 4 parcelas originais do benefício
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Para os brasileiros que fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos do Auxílio Emergencial já foram encerrados pela Caixa Econômica Federal. Para este grupo do Bolsa Família, a última parcela do auxílio emergencial foi paga na quarta-feira da semana passada, dia 23 de dezembro de 2020, dois dias antes do tão esperado feriado de Natal, data em que as famílias costumam aumentar o seu consumo, estimulando a economia a girar um pouco mais rápido nesta época.

A partir do mês de janeiro de 2021, os beneficiários do Bolsa Família voltam a receber o seu benefício do bolsa normalmente, não mais recebendo o auxílio emergencial, mas sim os valores com os quais já estavam habituados antes da pandemia de Covid 19.

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