Pílula anticoncepcional: método contraceptivo completa 60 anos

Pítula anticoncepcional completa 60 anos em 2020. As pílulas são constituídas basicamente de dois hormônios: o estrógeno (estrogênio) e a progesterona

Por Atualizado em 08/03/2020 14:48

Créditos: Evandro M. de Oliveira*

Um dos métodos contraceptivos de maior segurança completa 60 anos em 2020! Desenvolvida na década de 1960 e introduzida no Brasil na década seguinte, a pílula anticoncepcional faz parte do dia a dia de um grande número de mulheres. Apesar do amplo tempo no mercado, muitas dúvidas e mitos ainda existem a respeito desse importante método contraceptivo. Um dos maiores temores das mulheres, é o ganho de peso o que, realmente, era comum no passado, em que as pílulas concentravam altíssimas doses de hormônios. Atualmente, as dosagens são bem menores e as mulheres não ganham peso em decorrência de seu uso.

Pílula anticoncepcional: método contraceptivo completa 60 anos

As pílulas são constituídas basicamente de dois hormônios: o estrógeno (estrogênio) e a progesterona. Esses dois hormônios têm importante papel no ciclo menstrual; enquanto o primeiro estimula a regeneração do endométrio – aquela camada do útero que descama durante a menstruação – o segundo prepara o endométrio para uma possível gravidez estimulando, por exemplo, o desenvolvimento de glândulas secretoras de glicogênio. A presença desses hormônios, contudo, inibe a liberação de FSH (hormônio folículo estimulante), cuja função é estimular o desenvolvimento do folículo ovariano, o que culminaria com a liberação de um ovócito II (ovulação). Como as pílulas possuem estrogênio e progesterona, a mulher não ovula (ovocita) e, com isso, não há gravidez. Dizemos, assim, que a pílula é um método anovulatório.

As pílulas anticoncepcionais também são preconizadas para o tratamento de ovários policísticos, de endometriose, acnes, hirsutismo (pelos em excesso), distúrbios menstruais, tensão pré-menstrual e cólicas menstruais.

A forma de como tomar a pílula anticoncepcional varia de tipo para tipo. Há vários tipos no mercado e a pessoa deve procurar orientação médica antes de iniciar o uso.

O assunto é bastante frequente em provas de vestibulares de todo Brasil. Confira os assuntos relacionados abaixo:

*Evandro M. de Oliveira é Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas pela UFV-MG, e Pós-Graduado em Biologia pela UFLA-MG. Professor do Ensino Médio e Pré-Vestibulares desde 1988.


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