Alunas criam abaixo-assinado contra lista de livros da Fuvest 2020


Integrantes do coletivo feminista ‘Eu não sou uma Gracinha’ criaram um abaixo-assinado solicitando a inclusão de mais autoras mulheres na lista de livros da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). Dos nove livros indicados para o Vestibular 2020 da Fuvest, apenas um é de autoria de uma mulher. Entre 2010 e 2017, a prova da Fuvest, exigida para ingresso na USP, sequer tinha livros escritos por mulheres na lista. Em 2018, apenas um de autoria feminina foi incluído. A proporção desigual de gênero se mantém para 2019.

O abaixo-assinado, intitulado “Queremos mais autoras mulheres na lista de livros obrigatórios da Fuvest!” pode ser acessado na plataforma Change.org.

A petição sugere duas obras para a Fuvest. Uma delas, Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, foi o primeiro romance escrito por uma mulher negra. O livro trata da escravidão a partir do ponto de vista dos escravos. Outra publicação para o vestibular seria Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Maria Carolina de Jesus. A obra é o diário de Carolina de Jesus, uma mulher negra de São Paulo que narra seu cotidiano nas comunidades carentes da cidade.

O coletivo “Eu não sou uma Gracinha” foi criado em 2014, fruto de um projeto escolar no qual são tratados temas como feminismo negro, vertentes feministas, a legalização do aborto, microagressões, pornografia, prostituição, entre outros.

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