MEC pune faculdades de Medicina e suspende vagas após Enamed
O Ministério da Educação (MEC) divulgou uma lista atualizada de faculdades de Medicina punidas após baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
A medida atinge 53 instituições, com sanções que variam entre suspensão de vagas, bloqueio de novos ingressos e restrições a programas federais.
O objetivo do MEC é elevar a qualidade da formação médica no Brasil, utilizando o Enamed como principal indicador de desempenho acadêmico.
As penalidades foram aplicadas conforme a nota obtida e o percentual de alunos considerados proficientes na avaliação nacional.
Nos casos mais graves, instituições com nota 1 e menos de 30% de desempenho sofreram restrições imediatas e severas.
Essas faculdades tiveram suspensão de novos ingressos, proibição de ampliar vagas e bloqueio de contratos com o FIES.
Faculdades de Medicina punidas no Enamed
Entre as instituições com punições máximas estão Universidade Estácio de Sá, União das Faculdades dos Grandes Lagos e Centro Universitário de Adamantina.
Também integram a lista a Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte.
Essas instituições enfrentam restrições totais de ingresso e precisarão comprovar melhorias para retomar funcionamento pleno dos cursos.
No grupo com redução de 50% das vagas aparecem Centro Universitário Presidente Antônio Carlos e Universidade Brasil.
Também foram punidas Universidade do Contestado, Universidade de Mogi das Cruzes e Universidade Nilton Lins.
Outras instituições afetadas incluem Centro Universitário de Goiatuba, Centro Universitário das Américas e Faculdade da Saúde e Ecologia Humana.
A lista inclui ainda Centro Universitário CEUNI (Fametro), Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e Faculdade Zarns.
Entre as faculdades com redução de 25% das vagas estão Universidade de Ribeirão Preto e Universidade Iguaçu.
Também aparecem Universidade Santo Amaro, Universidade de Marília, Universidade Paranaense e Universidade Anhembi Morumbi.
Outras instituições listadas são Afya Universidade Unigranrio, Centro Universitário Serra dos Órgãos e Universidade de Cuiabá.
Completam a relação Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras e Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto.
No grupo em supervisão estão Universidade Nove de Julho, Universidade Cidade de São Paulo e Faculdade Santa Marcelina.
Também foram incluídas Universidade Luterana do Brasil, Universidade de Taubaté e Universidade CEUMA.
Outras instituições monitoradas incluem Centro Universitário Unime, Centro Universitário Faminas e Faculdade de Minas BH.
O MEC também aplicou medidas a instituições públicas, como a UFPA, que teve redução de 50% das vagas.
Outras federais, como a UFMA, entraram em regime de supervisão e devem apresentar planos de melhoria.
Além das punições acadêmicas, instituições afetadas perderam acesso ao PROUNI e sofreram restrições em políticas federais.
Segundo o MEC, o Enamed será utilizado de forma contínua para monitorar cursos e impedir expansão de instituições com baixo desempenho.
A política reforça a prioridade do governo em garantir qualidade na formação médica e maior segurança no atendimento à população.
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