Os participantes do Encceja 2026 já podem consultar a Cartilha do Participante – Redação, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O material orienta a preparação para a prova marcada para 23 de agosto de 2026, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
A cartilha reúne informações sobre o formato da redação, os critérios de correção e os cuidados que devem ser observados no dia do exame. O documento também traz exemplos comentados de redações da edição anterior, para auxiliar o candidato a entender como as competências são analisadas pelos avaliadores.
O documento detalha as cinco competências avaliadas na redação do Encceja. Os critérios abrangem o domínio da escrita formal da língua portuguesa, a compreensão do tema, a organização dos argumentos, a articulação das ideias e a elaboração de uma proposta de intervenção relacionada ao problema apresentado.
Além de explicar cada competência, a cartilha mostra como os avaliadores observam o texto produzido pelo participante. A orientação busca ajudar o candidato a identificar quais aspectos precisam ser desenvolvidos durante os estudos e quais erros podem comprometer a pontuação.
A redação deverá ser produzida no formato dissertativo-argumentativo e escrita em língua portuguesa. Nesse tipo de texto, o participante precisa apresentar uma opinião sobre o tema proposto, desenvolver argumentos que sustentem seu posicionamento e organizar as informações de maneira clara e coerente.
O texto deverá ter pelo menos cinco linhas e abordar diretamente o assunto apresentado na proposta de redação. Embora exista um mínimo estabelecido, escrever apenas cinco linhas pode limitar o desenvolvimento dos argumentos e dificultar a demonstração das competências exigidas.
Uma estratégia possível é organizar a redação em introdução, desenvolvimento e encerramento. Na introdução, o participante deve apresentar o tema e indicar o ponto de vista que será defendido. Nos parágrafos de desenvolvimento, é necessário explicar os argumentos e relacioná-los ao problema discutido.
No último parágrafo, o candidato pode retomar a ideia principal e apresentar uma proposta de intervenção. Essa proposta deve respeitar os direitos humanos e estar relacionada ao problema abordado, indicando ações para enfrentar ou reduzir a situação discutida.
De acordo com as orientações do Inep, cada redação é corrigida por pelo menos dois avaliadores independentes. Os profissionais analisam o texto separadamente, sem conhecer previamente a nota atribuída pelo outro corretor.
Quando há diferença significativa entre as pontuações, a redação passa por uma terceira avaliação. O procedimento busca assegurar maior equilíbrio e confiabilidade ao processo de correção.
As competências verificam diferentes aspectos da produção textual. A primeira está relacionada ao domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Nessa etapa, são observados elementos como ortografia, pontuação, concordância, construção das frases e escolha adequada das palavras.
As demais competências analisam a compreensão do tema e do tipo de texto solicitado, a capacidade de selecionar e organizar argumentos, o uso de mecanismos linguísticos para conectar as ideias e a apresentação de uma proposta de intervenção coerente com a discussão desenvolvida.
O candidato não precisa produzir um texto com palavras excessivamente difíceis. O mais importante é escrever de maneira compreensível, evitar ambiguidades e construir períodos que permitam ao avaliador acompanhar o raciocínio apresentado.
Também é fundamental utilizar conectivos para estabelecer relações entre os argumentos. Expressões como “além disso”, “por outro lado”, “portanto”, “nesse sentido” e “dessa maneira” podem contribuir para a progressão do texto, desde que sejam empregadas de forma adequada.
A cartilha apresenta situações que podem resultar em nota zero. Entre os principais riscos está a fuga ao tema, que ocorre quando o participante escreve sobre um assunto diferente daquele solicitado pela proposta. Também é necessário respeitar o formato dissertativo-argumentativo exigido pelo exame.
Um texto com menos de cinco linhas válidas também pode ser anulado. Por isso, o participante deve desenvolver a redação com atenção e evitar escrever apenas frases soltas, trechos desconectados ou informações que não contribuam para a discussão do tema.
Os textos motivadores servem como ponto de partida para a reflexão, mas não devem ser simplesmente copiados. A reprodução excessiva dos trechos apresentados na prova pode prejudicar a avaliação e reduzir a quantidade de linhas consideradas como produção própria do participante.
O ideal é interpretar as informações, relacioná-las aos conhecimentos adquiridos ao longo da vida e utilizá-las como apoio para construir argumentos originais. O candidato pode aproveitar as ideias dos materiais de apoio, mas deve apresentá-las com suas próprias palavras.
O Inep recomenda que o participante utilize a folha de rascunho para planejar e revisar a redação antes de passar o texto para a folha definitiva. Esse espaço pode ser usado para anotar argumentos, organizar a ordem dos parágrafos e preparar a proposta de intervenção.
Entretanto, somente o conteúdo transcrito para a Folha de Redação será considerado na correção. Por esse motivo, o candidato precisa administrar o tempo para conseguir planejar, escrever, revisar e copiar o texto com tranquilidade antes do encerramento da prova.
A escrita precisa estar legível para que os avaliadores consigam compreender todas as palavras. Não é necessário ter uma caligrafia perfeita, mas letras muito pequenas, rasuras excessivas ou palavras difíceis de identificar podem comprometer a leitura e a interpretação do texto.
Antes de entregar a prova, o participante deve reservar alguns minutos para revisar a redação. Durante essa leitura final, é importante procurar erros de ortografia, repetições, problemas de pontuação, ausência de palavras e frases que estejam incompletas ou pouco claras.
Um dos recursos apresentados na cartilha é a seleção de redações da edição anterior acompanhadas de comentários. Esses exemplos ajudam o participante a visualizar como os critérios de avaliação são aplicados em textos reais e quais características podem contribuir para uma boa pontuação.
A leitura deve ser feita de forma analítica. Em vez de memorizar frases ou estruturas, o candidato pode observar como a introdução apresenta o tema, como os argumentos são desenvolvidos, quais conectivos aparecem e como a proposta de intervenção se relaciona com o problema discutido.
O primeiro passo é conhecer a estrutura exigida e ler integralmente a cartilha correspondente ao nível de certificação escolhido, seja o ensino fundamental ou o ensino médio. Em seguida, o participante pode praticar a escrita com temas sociais, educacionais, culturais e ambientais.
Também é recomendável produzir redações dentro do tempo disponível no exame. A prática cronometrada ajuda a desenvolver rapidez, melhora o planejamento e permite identificar dificuldades recorrentes, como falta de argumentos, problemas na organização dos parágrafos ou erros gramaticais.
Antes de começar cada redação, o estudante pode fazer um pequeno roteiro com o tema, a opinião que será defendida, dois argumentos e uma possível proposta de intervenção. Esse planejamento reduz a possibilidade de o texto perder o foco durante o desenvolvimento.
Depois da primeira versão, a reescrita também é importante. Ao revisar um texto já produzido, o candidato consegue substituir palavras repetidas, melhorar a conexão entre os parágrafos e corrigir falhas que poderiam passar despercebidas no dia da prova.
A aplicação do Encceja Nacional 2026 ocorrerá em 23 de agosto, em todos os estados e no Distrito Federal. O exame é voltado a jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio na idade considerada regular.
A participação no Encceja é voluntária e gratuita. As provas avaliam competências, habilidades e conhecimentos adquiridos tanto no ambiente escolar quanto em experiências extraescolares, permitindo que os resultados sejam utilizados nos processos de certificação.
As notas podem ser utilizadas pelas secretarias estaduais de Educação e pelos institutos federais que aderiram ao exame. Cada instituição certificadora é responsável por estabelecer os critérios e os procedimentos necessários para a emissão do certificado ou da declaração parcial de proficiência.
Para obter a certificação completa, o participante precisa alcançar a pontuação mínima exigida nas áreas de conhecimento e na redação. Quem não atingir o desempenho necessário em todas as provas poderá solicitar a declaração parcial nas áreas em que tiver cumprido os requisitos.
NOTA DE CORTE SISU
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