Estudantes durante uma atividade de aprendizagem em ambiente escolar.
O Prêmio Boas Práticas na Escola 2026 está com inscrições gratuitas abertas para professores e coordenadores pedagógicos que atuam em escolas públicas de educação básica. Nesta edição, a iniciativa busca reconhecer projetos relacionados à educação inclusiva, capazes de ampliar a participação dos estudantes e tornar a aprendizagem mais acessível.
Os interessados podem enviar suas práticas pedagógicas até 31 de agosto de 2026. A inscrição é realizada pela plataforma oficial da premiação e pode ser feita individualmente ou por um grupo de educadores. Cada participante também pode cadastrar mais de uma experiência, desde que todas atendam às exigências previstas no regulamento.
A premiação é voltada a professores e coordenadores pedagógicos vinculados a escolas públicas brasileiras. Podem participar profissionais efetivos ou contratados, desde que consigam comprovar o vínculo com uma instituição pública de educação básica no momento da inscrição.
A comprovação poderá ser feita por meio de documentos como declaração de lotação ou exercício, identidade funcional, extrato de vínculo obtido no Portal do Servidor, Carteira de Trabalho Digital ou holerite recente. No caso do holerite, os valores financeiros devem ser ocultados, permanecendo visíveis apenas o nome e o cargo do participante.
Também são aceitas práticas desenvolvidas em diferentes modalidades da educação básica, incluindo Educação do Campo, Educação Escolar Quilombola, Educação Escolar Indígena, Educação Especial e Educação Profissional. Pessoas sem vínculo com escolas públicas ou redes públicas de ensino não podem participar.
Os projetos podem ser inscritos de forma individual ou coletiva. Nas inscrições em grupo, todos os integrantes precisam estar envolvidos na prática pedagógica apresentada, e um único responsável deverá ser indicado no formulário para representar a equipe durante as etapas da premiação.
O Prêmio Boas Práticas na Escola 2026 está dividido em duas categorias, organizadas de acordo com a etapa de ensino em que a experiência foi realizada. O participante deverá selecionar a categoria correspondente no momento do preenchimento do formulário.
A primeira categoria contempla práticas desenvolvidas na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, incluindo experiências realizadas na modalidade regular e na Educação de Jovens e Adultos, a EJA.
A segunda categoria reúne projetos aplicados nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Cada categoria terá três finalistas e uma prática vencedora, conforme a pontuação atribuída pela comissão julgadora.
Para participar, não basta apresentar somente uma ideia ou um planejamento que ainda será colocado em prática. A experiência inscrita deve estar em funcionamento há pelo menos três meses e precisa apresentar resultados concretos e mensuráveis relacionados à aprendizagem, à inclusão ou à participação da comunidade escolar.
O participante deverá descrever a prática, explicar como ela foi implementada e apresentar evidências dos resultados alcançados. Fotografias, vídeos, registros das atividades, materiais produzidos, dados de acompanhamento e relatos documentados podem ajudar a demonstrar o impacto do projeto.
A ausência de evidências comprobatórias poderá causar a desclassificação da inscrição. Informações falsas, incompletas ou que não possam ser confirmadas também podem retirar o projeto da disputa em qualquer etapa do concurso.
A prática ainda deve ter contribuído para a escola, para os estudantes ou para a comunidade do entorno. Projetos com possibilidade de continuidade e aplicação em outras instituições tendem a atender melhor aos objetivos da premiação.
O tema central da edição de 2026 é a educação inclusiva. Por isso, os projetos precisam apresentar ações, metodologias, recursos ou estratégias que reduzam barreiras e favoreçam a participação de estudantes com diferentes necessidades educacionais.
Podem ser inscritas experiências relacionadas ao Atendimento Educacional Especializado, conhecido como AEE, desde que exista integração com a sala de aula regular. Também são aceitas ações envolvendo adaptações arquitetônicas, flexibilização curricular, acompanhamento individualizado e novas metodologias de ensino.
Outros exemplos incluem projetos com tecnologias assistivas, recursos digitais acessíveis, atividades multissensoriais, trabalho com equipes multidisciplinares e iniciativas que aproximem as famílias e a comunidade da rotina escolar.
Atividades extracurriculares que favoreçam a inclusão de estudantes neurodivergentes ou com deficiência também podem ser apresentadas. O ponto principal é demonstrar que a ação foi realmente aplicada e que promoveu avanços na participação, na autonomia ou na aprendizagem dos alunos.
Os educadores podem utilizar ferramentas de inteligência artificial na elaboração dos materiais ou no desenvolvimento da prática pedagógica. Entretanto, o uso desses recursos deverá ser informado durante a inscrição.
O participante deve indicar qual ferramenta foi utilizada e explicar de que maneira a tecnologia contribuiu para a construção do projeto. A possibilidade de usar IA não elimina a necessidade de comprovar a autoria, a implementação e os resultados da experiência apresentada.
As práticas serão analisadas por uma comissão formada por profissionais da área educacional. A escolha dos finalistas e vencedores será baseada exclusivamente em critérios pedagógicos, sem sorteio ou exigência de compra de qualquer produto.
Entre os aspectos avaliados estão a adaptabilidade da proposta, a relação com o tema de acessibilidade e inclusão, a relevância educacional, os resultados obtidos e o potencial de continuidade. A comissão também observará o envolvimento da comunidade escolar e o caráter criativo ou inovador da experiência.
A adaptabilidade, a adequação ao tema e o relacionamento com a comunidade concentram a maior parte da pontuação. Por isso, é importante explicar como a prática foi ajustada às necessidades dos estudantes e de que maneira famílias, profissionais da escola ou moradores participaram das ações.
Em caso de empate, a primeira nota considerada será a de adaptabilidade. Se a igualdade continuar, os demais critérios serão analisados na ordem definida pelo regulamento. Persistindo o empate, terá prioridade a prática que tiver sido inscrita primeiro.
A inscrição deve ser realizada exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível na plataforma oficial do Prêmio Boas Práticas na Escola. O prazo começou em 1º de julho e termina em 31 de agosto de 2026.
No formulário, o educador deverá informar os dados da instituição de ensino, identificar os participantes, escolher a categoria e apresentar uma descrição completa da prática. Também será necessário declarar que leu e concorda com o regulamento.
O termo de inscrição assinado pela escola e pelos integrantes do projeto poderá ser solicitado pela organização após a avaliação ou em outro momento da seleção. O não envio do documento dentro do prazo informado poderá provocar a desclassificação.
Antes de finalizar o cadastro, é recomendável revisar o texto, conferir os documentos e organizar as evidências da prática. Como o horário da inscrição pode ser utilizado como último critério de desempate, não é indicado deixar o envio para os minutos finais do prazo.
Os três finalistas de cada categoria receberão o Troféu Boas Práticas em Educação Inclusiva. Entre eles, será escolhida uma prática vencedora na categoria dedicada à Educação Infantil e aos anos iniciais e outra na categoria dos anos finais e do Ensino Médio.
Cada prática vencedora receberá um notebook com processador padrão i7, com valor estimado em até R$ 5 mil, e um vale-viagem nacional no valor de R$ 5 mil. Os vencedores também participarão de um evento educacional promovido pela organizadora em 2027 para apresentar os projetos e os resultados alcançados.
A cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores será realizada em São Paulo. Conforme o regulamento, as despesas de transporte, hospedagem e alimentação serão custeadas pela organização, seguindo os critérios e fornecedores definidos pela promotora.
Quando a prática tiver sido inscrita por um grupo, o responsável indicado no formulário será o destinatário dos prêmios e o representante da equipe na cerimônia. Caberá a essa pessoa organizar uma eventual divisão dos itens com os demais integrantes.
As inscrições permanecerão disponíveis até 31 de agosto de 2026. Depois dessa etapa, os projetos passarão pela avaliação da comissão julgadora, que analisará os documentos, as descrições e as evidências apresentadas pelos participantes.
A lista com os três finalistas de cada categoria será divulgada em 1º de outubro de 2026. O anúncio das práticas vencedoras está previsto para 15 de outubro de 2026, no site oficial da premiação. Os vencedores também serão comunicados formalmente por telefone após a divulgação do resultado.
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