A ausência do depósito não significa, necessariamente, perda definitiva do benefício. O pagamento pode ser afetado por frequência escolar abaixo do mínimo exigido, atraso no envio de informações pela escola, problemas no CPF ou no CadÚnico e, em alguns casos, pendências relacionadas à conta usada para receber os valores.
O primeiro passo para quem esperava uma parcela e não localizou o dinheiro é consultar a situação individual do benefício. No Consulta Pé-de-Meia, o estudante acessa com a conta Gov.br e pode conferir a elegibilidade, o histórico das parcelas e eventuais motivos para retenção.
Uma das principais causas para a retenção do pagamento é a frequência escolar. Para receber o incentivo-frequência do Pé-de-Meia, o estudante precisa atingir frequência mínima de 80% no período considerado.
Se o percentual ficar abaixo desse limite, a parcela correspondente pode ser retida. Por isso, quem não recebeu o pagamento deve verificar se os dados de presença registrados pela escola estão corretos e se já foram encaminhados à rede de ensino e ao MEC. Situações de frequência, dados escolares ou matrícula duplicada podem afetar a liberação da parcela.
A frequência informada ao programa também pode ser acompanhada no Consulta Pé-de-Meia. Os dados exibidos são enviados pelas redes de ensino com base nos registros escolares.
Se o estudante identificar inconsistência na frequência ou perceber que as informações ainda não foram enviadas, a orientação é procurar a secretaria da escola em que está matriculado para solicitar a conferência dos registros.
Mesmo quando o estudante cumpre a frequência exigida, o pagamento pode sofrer atraso se houver problema na transmissão das informações. As redes de ensino são responsáveis pelo envio dos dados escolares ao MEC, incluindo os registros usados para verificar o cumprimento dos requisitos do programa.
Se houver inconsistência ou atraso no envio do histórico de presença, o crédito da parcela pode ser impactado. Nessa situação, o aluno ou o responsável deve procurar a unidade escolar e pedir a conferência das informações encaminhadas.
Após a atualização das informações pela rede de ensino, valores retidos podem ser liberados nos meses seguintes, desde que a situação esteja de acordo com as regras aplicáveis ao programa. Por isso, a consulta aos canais oficiais é importante para identificar o motivo registrado em cada caso.
Questões cadastrais estão entre os motivos que podem impedir a liberação do Pé-de-Meia. O estudante precisa ter CPF em situação regular e integrar família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, observados os critérios do ciclo do programa.
Para o ciclo de 2026, são considerados os estudantes inscritos no CadÚnico até 7 de agosto de 2026. Inconsistências nas informações cadastrais podem impedir a liberação do pagamento.
Quando o problema estiver relacionado ao CadÚnico, a orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para verificar e, se necessário, atualizar os dados da família.
Se a pendência estiver ligada ao CPF, o estudante deve verificar a situação do documento e realizar a regularização junto à Receita Federal. Depois da correção, o acompanhamento do benefício deve continuar pelos canais oficiais.
Para movimentar os valores do programa, beneficiários do Pé-de-Meia podem liberar o acesso ao Caixa Tem; no caso de menores de idade, a autorização precisa ser feita pelo responsável legal.
A rodada de pagamentos de agosto do Pé-de-Meia começou em 24 de agosto e termina nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026. O calendário inclui parcelas relacionadas à frequência escolar dos meses de maio e junho.
A janela de pagamentos também contempla o incentivo relacionado à conclusão dos estudantes aprovados no primeiro semestre da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os depósitos são feitos de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do beneficiário.
Estudantes e responsáveis que ainda tenham dúvidas sobre o funcionamento do programa podem usar o atendimento disponibilizado pelo Ministério da Educação. O canal funciona pelo telefone 0800 616161.
Para assuntos relacionados ao Pé-de-Meia, a orientação é selecionar a opção 7, referente à Secretaria de Educação Básica.
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