Sistema de Seleção Unificada - SISU
O curso de Medicina continua sendo o mais concorrido no SISU, e a edição de 2025 reforçou essa tendência. Milhares de candidatos acompanharam diariamente a evolução das notas de corte, buscando entender suas reais chances de conquistar uma vaga nas universidades públicas brasileiras. As notas variaram significativamente entre modalidades e instituições, refletindo o perfil e a política de inclusão de cada universidade.
As notas de corte no SISU são calculadas com base na quantidade de inscritos por vaga e mudam a cada dia durante o período de inscrição. Elas servem como referência para o candidato avaliar sua classificação parcial, mas não garantem a aprovação final. As maiores notas foram registradas em instituições com tradição acadêmica ou localizadas em grandes centros urbanos, enquanto as menores surgiram em cotas específicas.
Em 2025, a maior nota de corte de Medicina no SISU foi registrada na UNILAB, no campus de Baturité (CE), com uma média impressionante de 856,44 pontos. O número destaca a alta demanda, mesmo em campi localizados fora dos principais centros urbanos, o que reforça a competitividade do curso em qualquer região do país.
Outras universidades federais mantiveram notas acima dos 820 pontos, como a UFRJ, com 823,79 pontos, e a UEM, no Paraná, com 822,62 pontos. A UFSC, em Florianópolis, também aparece entre as mais exigentes, com nota de 820,60 pontos.
Em Minas Gerais, a concorrência foi igualmente alta. A UFTM atingiu 819,92 pontos em Uberaba, enquanto a tradicional UFMG registrou 812,48 pontos. Esses números mostram que o Sudeste permanece entre as regiões mais competitivas para o ingresso em Medicina.
O Centro-Oeste também apresentou concorrência relevante. A UEMS, em Campo Grande, teve nota de 818,14 pontos. Já no Sul, a UFPR, em Curitiba, e a UFES, em Vitória, apresentaram notas entre 807 e 810 pontos.
Em contrapartida, algumas universidades apresentaram notas significativamente mais baixas nas modalidades de cotas, principalmente as voltadas a quilombolas, indígenas e estudantes de escola pública com baixa renda. A menor nota foi registrada na UFJF, no campus de Governador Valadares (MG), com 644,96 pontos para a cota LB_Q (quilombolas).
Outros exemplos incluem a UEFS, na Bahia, que registrou 645,20 pontos para candidatos de escola pública e autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Já a UFGD, no Mato Grosso do Sul, teve nota de 651,38 pontos na mesma modalidade de cota.
No Nordeste, o campus de Caicó da UFRN alcançou 661,98 pontos para cotistas quilombolas. No Sul, a UFSM, no Rio Grande do Sul, obteve 667,74 pontos também para essa mesma categoria.
Esses dados revelam o impacto direto das políticas de ação afirmativa, que possibilitam o acesso ao curso de Medicina a candidatos de diferentes origens sociais e étnicas, democratizando o ensino superior e promovendo a inclusão nas universidades públicas brasileiras.
Para os candidatos que pretendem disputar uma vaga em Medicina no próximo ENEM e utilizar o SISU, analisar as notas de corte por modalidade e instituição é essencial. Essa análise permite uma escolha mais estratégica e aumenta as chances de aprovação no curso mais concorrido do país.
NOTA DE CORTE SISU
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