Assassinato na Floresta - Paulo Rangel

Resumo de Assassinato na Floresta - Paulo Rangel


Resumo Assassinato na Floresta


Assassinato na Floresta - Paulo Rangel

O livro Assassinato na Floresta, de autoria de Paulo Rangel, foi escrito em 1993 e trata-se de uma obra de consci�ncia nacional. Ao longo do livro � poss�vel conhecer um pouco da cultura e da hist�ria da Amaz�nia e costumes ind�genas, al�m do triste retrato do drama de trabalhadores da regi�o de Benjamin Constant que vivem na regi�o Amaz�nica, bem como problemas relacionados � consci�ncia ecol�gica.

Escrito em primeira pessoa, de forma linear, o livro se divide em 40 cap�tulos, o que se denomina de mem�ria de Ivo Cotox�. Em estilo de fic��o policial, dedicado ao p�blico infantil, o livro conta a hist�ria do jornalista Ivo Cotox�, que recebe a miss�o de investigar a morte supostamente natural da seringueira Raimunda Maria da Silva. M�e de tr�s filhos, vi�va, an�nima, semi-alfabetizada, vivia da extra��o de l�tex no meio da floresta, foi encontrada morta no meio da floresta junto a uma cobra, a sua prov�vel assassina.

Raimunda Maria da Silva era l�der dos trabalhadores da regi�o de Benjamin Constant e contra a explora��o praticada pelos seringalistas h� mais de um s�culo e meio. Fundou uma cooperativa aut�noma de forma a n�o depender do governo, nem de particulares, nem de fazendeiros, nem de banqueiros. A abertura dessa cooperativa gerou revolta e inimizade de alguns, que achavam que ela pretendia ampliar os empates de Chico Mendes, que era um movimento de resist�ncia dos seringueiros contra as derrubadas das florestas, iniciado em 1976 e que continua a ser praticado at� hoje.

Ap�s a investiga��o liderada por Ivo, s�o descobertos ind�cios de que havia um acontecimento al�m de um simples bote de uma cobra: havia um crime. No desenrolar da trama, outros personagens entram em cena, desvendando uma hist�ria repleta de mist�rios, com entidades nacionais e internacionais mostrando-se envolvidas no caso.

Ao longo da obra Cotox� revela aspectos desagrad�veis da realidade brasileira e provoca pol�mica. Al�m de seu trabalho na Amaz�nia, perturba a rotina do Pal�cio de Buckingham, em Londres e aciona a Scotland Yard. Observou ao longo de seu trabalho minucioso e persistente que, embora se encontre centenas de an�nimos defendendo quest�es ecol�gicas, h� organiza��es de �fachada� coordenadas por bandidos que objetivam o enriquecimento il�cito. Coincidentemente, vale mencionar que a sua namorada, Norminha, era rec�m formada em bot�nica e estagi�ria no campus da Universidade de S�o Paulo, e sempre participava de manifesta��es em prol do meio ambiente.

O autor descreve ao longo da obra a explora��o inadequada da Floresta Amaz�nica, que na aus�ncia de uma fiscaliza��o que lhe garanta os recursos naturais, � explorada pela gan�ncia humana. Neste triste contexto da realidade brasileira, o autor cria um grande suspense na descri��o das investiga��es e na cria��o das tramas deste assassinato ainda n�o desvendado. Para isso, o autor da obra faz uso de recursos liter�rios, como por exemplo, narradores oniscientes.

A narrativa torna-se neste contexto um alerta ao Brasil para os interesses internacionais sobre a Amaz�nia, sempre visada pelos pa�ses do primeiro mundo. Ivo Cotox�, ao receber a ordem de seu chefe Mauricio Benjamin para ir � regi�o amaz�nica descrever tal fato, n�o gostou da tarefa. Imaginava ser simplesmente mais um plano de um invejoso chefe. Com medo de perder o emprego, Cotox� obedece � ordem. O protagonista leva o leitor a uma viagem de S�o Paulo a Manaus, de Manaus a Tabatinga e de Tabatinga a Benjamin Constant, na divisa com a Col�mbia e o Peru, de barco navegado pelo rio Solim�es. A sua namorada, Norminha, era rec�m formada em bot�nica e estagiaria no campus da Universidade de S�o Paulo, e sempre participava de manifesta��es em prol do meio ambiente.

Ao chegar a Benjamin Constant, Ivo Cotox� conhece Firmino, mateiro que o leva ao seringal e ao barraco dos filhos de Raimunda, C�ndido Rondon da Silva, Osvaldo Araguaia da Silva e Anita Garibaldi da Silva, demonstrando que apesar de ser analfabeta, Raimunda possu�a uma consci�ncia social e ecol�gica ao escolher esses nomes para seus filhos.

O enredo ganha um novo rumo quando um dos filhos mostra a cobra teoricamente respons�vel pela morte de Raimunda: uma cascavel, tipo de cobra rara de ser encontrada na Amaz�nia. Deste momento em diante, � levantada uma outra hip�tese: Raimunda teria sido assassinada por capitalistas interessados em preservar a mis�ria e o analfabetismo na regi�o. Assim, bandidos s�o contratados para matar todo o l�der que tentasse mudar o aspecto social e econ�mico na Amaz�nia.

Outro encontro marcante na obra � quando Cotox� trava contato com uma tribo ind�gena, os Karamaris. Depois de demonstrar coragem e agilidade, Cotox� recebe o apelido de Pavaru, p�ssaro t�pico da regi�o. A l�ngua ind�gena ganha destaque na narrativa atrav�s de algumas palavras de uso comum utilizada pela tribo isolada no Alto Solim�es.

Depois de desvendar os assassinos de Raimunda, Ivo Cotox� retorna a S�o Paulo com a certeza de que a luta na Amaz�nia ainda prevalecer� por muito tempo. Sabe-se que sempre que desaparece uma Raimunda, outra surgir� em seu lugar para dar continuidade � luta que parece n�o ter fim. Em Benjamin Constant ficou Ju�ara para prosseguir o sonho de Raimunda: o de salvar a Amaz�nia.

 

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