Resumo de Sagarana – Sarapalha

Enredo

Primo Ribeiro e primo Argemiro, ambos estão com malária, são os únicos habitantes do vau de Sarapalha, lugar dizimado pela epidemia e abandonado pelos demais moradores. Sujeitos a periódicos ataques de febre, cada vez mais sérios, esperam a morte. Saudosamente, evocam a lembrança da bela Luísa, mulher de primo Ribeiro que, ao manifestar-se a malária, tinha-o abandonado por causa de outro. Argemiro, que deseja morrer de consciência tranqüila, confessa ao primo que a sua mudança para a casa de Ribeiro foi motivada pela atração que sentia por Luísa. Ribeiro reage amargamente e se mostra implacável: manda Argemiro embora na hora em que começa a agonia.

Personagens

1. Primo Ribeiro: Na região, vem conseguindo sobreviver à malária. Tem febre e frio todos os dias, o baço sempre inchado, mas vai vivendo. No início da doença, foi abandonado pela esposa, Luísa; ela fugiu com outro homem, um boiadeiro.

2. Primo Argemiro: Como Tio Ribeiro, vai sobrevivendo à malária. Os dois moram isolados, numa região em que a febre já expulsou toda a gente. Apesar de ter terras em outra região, prefere ficar ao lado de Primo Ribeiro, tal a amizade que os une.

3. Prima Luísa: Mulher de Ribeiro. Morena, olhos pretos, cabelos pretos… muito bonita. De riso alegrinho, mas de olhar duro. Fugiu com um boiadeiro.

Cenário

Fazenda do Primo Ribeiro, meio abandonada porque a febre o impossibilitava de trabalhar.

Análise

A seguinte epígrafe, como em todos os contos de Sagarana, condensa o significado do texto em questão: “Coitado de quem namora!”. Argemiro, maleitoso e agonizante, é expulso por ter se apaixonado pela mulher de seu primo. A linguagem do conto acompanha o clima de desgraça e doença, os momentos de tremedeira e desvario dos dois maleitosos, compondo um quadro profundo e sensível da psicologia dos vencidos pela desolação, dos efeitos morais e sociais da maleita.

Em suas andanças, como médico, pelo sertão de Minas, Guimarães Rosa aprofundou seu contato com o homem primitivo, quase pré-histórico das Gerais, enquanto ia estudando idiomas: francês, inglês, italiano, espanhol, russo, húngaro, grego, latim… Da fusão da oralidade, da fala com a pesquisa do idioma, nasce a linguagem de Rosa – linguagem do sertão e do mundo.

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