Enem 2019: Ministro quer foco das questões em conhecimentos


O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira que metade das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já está a caminho dos locais de aplicação. O ministro Abraham Weintraub afirmou em entrevista coletiva que a única orientação foi que houvesse foco em “questões não ideológicas e que mensurassem conhecimento dos jovens na capacidade de ler, escrever, compreender texto”.

A cartilha de redação do Enem 2019 também foi divulgada pelo ministério e já está disponível no site do Inep.

O custo total da realização da prova, de acordo com o MEC, foi de cerca de R$ 537 milhões, ante os R$ 589,8 milhões da edição anterior. Foram arrecadados R$ 179,77 milhões com os 2,1 milhões de candidatos pagantes.

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. O cálculo feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do exame, é de que o custo por prova deste ano seja de R$ 105,52, abaixo dos R$ 106,13 pagos na edição anterior.

O valor deste ano ainda pode mudar, já que oscila de acordo com o número de reaplicações e correções necessárias. O Inep inclui nos cálculos os gastos com gráfica, aplicação, transporte, certificadores e segurança.

A estimativa do custo por aluno, divulgada no ano passado pela gestão anterior, no entanto, era bem menor. Naquela ocasião, o governo informou um custo de R$ 84,66 por aluno na edição de 2018. Na edição deste ano, o Enem teve cerca de 5 milhões de inscrições confirmadas. O cartão de confirmação de inscrição estará disponível a partir do dia 16 de outubro.

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— Em gestões anteriores, foi dada ênfase (para cálculo dos custos) apenas a aplicação, gráfica e correio. Neste ano, estamos dando ênfase a outras questões, como segurança. Não é uma crítica, apenas uma forma diferente de passar a informação — explicou o presidente do Inep, Alexandre Lopes.

Durante a coletiva, o ministro da Educação garantiu que não há nenhum problema que impeça a aplicação do exame. Até maio deste ano, a gráfica que faria a impressão das provas ainda era uma incógnita depois que a RR Donnelley decretou falência, a empresa escolhida para substituí-la foi a Valid Soluções S/A.

— Disse que não havia necessidade de alarmar a população e não teve problema nenhum. Está resolvido, está tudo impresso e a caminho (dos locais de prova). Agora tem que acontecer outra coisa para não ter Enem, tem que cair um meteoro, alguma outra coisa que não está no radar — disse Weintraub, em café da manhã com jornalistas.

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