Novo teste de Covid da UFMG é aprovado pela Anvisa

Na última segunda-feira, dia 4 de outubro de 2021, o Diário Oficial da União (DOU) publicou o registro de um novo teste para fazer o diagnóstico do novo coronavírus. Um teste que é 100% brasileiro.

Este teste foi desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Chamado de Kit Elisa Covid-19 IgG, o teste é baseado no método Elisa, que é uma sigla, em inglês, para o ensaio de imunoabsorção enzimática.

Dentre uma série de outras características, este teste apresenta o fato de ser um método mais sensível para identificar o novo coronavírus do que os conhecidos testes rápidos. De certa forma, essa maior sensibilidade para detectar a Covid-19 evita a ocorrência de falsos negativos.

O novo teste criado pelos pesquisadores da UFMG é rápido e tem baixo custo. Ele consegue identificar as variantes do novo coronavírus mais presentes no Brasil e no mundo, sendo elas: as variantes brasileiras (P1, mais conhecida como a variante de Manaus, e P2), a variante inglesa (B.1.1.7), e a variante africana (B.1.351).

A pesquisa da UFMG que gerou o novo teste recebeu o apoio da Rede Virus, que é ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informações (MCTI), em cerca de R$ 10 milhões de reais.

O Kit Elisa Covid-19 IgG também contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT – V), e foi integralmente desenvolvido pelo CT – Vacinas, da cidade de Belo Horizonte (MG).

De acordo com informações que foram fornecidas pelo MCTI, o escalonamento e a produção do novo teste da UFMG estão sendo executados pela Bio – Manguinhos da Fundação Oswaldo Fiocruz, que está, portanto, vinculada ao Ministério da Saúde, do Governo Federal do Brasil.

Vale lembrar que outras universidades pelo país, para além da UFMG, também estão realizando pesquisas no sentido de produzir novas estratégias de combate à pandemia, o que passa pelo desenvolvimento de testes e planejamentos que possam ter como consequência, a superação da crise sanitária a curto prazo.

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